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Pesquisa holandesa reabilita o cueiro

O Globo - Saúde - 11/11/2006

Não por falta de protestos de avós e bisavós, faz tempo que o cueiro saiu da lista de enxoval de recém-nascidos. Mas deveria voltar com a máxima urgência, segundo resultado de um estudo feito por pesquisadores holandeses.

O objetivo da pesquisa era observar a causa do choro freqüente de recém-nascidos (até dois meses) e determinar que tipo de cuidados eram eficazes para acalmar os pequenos.

Para tanto, eles recomendaram que os pais de 400 bebês que sofriam de choro compulsivo aplicassem alguns métodos diferentes para controlar o problema.

No grupo orientado a usar opções que implicavam em aumento de estímulos (entoar cantigas de ninar, balançar o berço ativamente ou levar para uma voltinha de carro), os bebês continuaram chorando - e alguns passaram a chorar ainda mais.

Os pais orientados a instituir uma rotina bem calma para os recém-nascidos (passeios tranqüilos em áreas verdes, banho, comida e depois soninho), melhoraram muito.

Mas houve um terceiro grupo: os que introduziram a mesma rotina calma do segundo grupo e acrescentaram o hábito de embrulhar os bebês em cueiro antes de colocá-los no berço. Esses tiveram uma redução significativa nas horas diárias de choro.

Ao fim da primeira semana, os bebês que usavam cueiro já haviam reduzido uma hora diária de choro. Ao fim de oito semanas, eles choravam apenas 40 minutos durante todo o dia, contra mais de duas horas e meia no começo da experiência.

Segundo os pesquisadores, o uso de cueiro mostrou-se extremamente eficaz para os bebês até oito semanas, pois eles se sentem mais seguros e protegidos quando bem enroladinhos num pano. O que demonstraria, segundo os cientistas, que o cueiro seria imprescindível para bebês prematuros ou de pequeno peso, que habitualmente são mais agitados.